Aprenda com os grandes do empreendedorismo: tenha um propósito

Empreender é algo que requer visão, disciplina, determinação e uma certa dose de talento. Mas, existe um certo ingrediente que tem o potencial de mudar o perfil de muitos empreendimentos: propósito.

Quando existe um propósito, uma motivação maior ou um sonho por trás da ação empreendedora, os resultados são perceptivelmente diferentes: existe engajamento de clientes, colaboradores e parceiros; os resultados têm maior relevância e, portanto, provocam mudanças maiores, sejam elas econômicas, culturais, políticas ou sociais. Até mesmo os investidores parecem ter uma outra visão sobre o negócio.

Empreender com um propósito faz com que a criação e a execução de um plano de negócios seja algo mais instigante, e os resultados melhores. Ainda assim, parece que as pessoas não dão a devida atenção ao propósito da sua ideia empreendedora: na ânsia do retorno financeiro, descuidam-se dos impactos que poderá provocar na vida das pessoas e no mundo e, com essa atitude, perdem excelentes oportunidades de moldar a própria realidade ao seu redor.

Entendendo o papel macro

Ao entender o papel macro de seu novo negócio, o empreendedor dá um primeiro passo para mudar o mundo: ao se preocupar com a forma como seu empreendimento irá se relacionar com as pessoas, com as organizações, com a sociedade e com o seu jeito de pensar, ele pode ajustar o posicionamento de sua nova empresa, potencializando os resultados a serem alcançados.

A história está cheia de exemplos desse empreendedorismo ideológico. Não surpreendentemente, algumas das maiores organizações do mundo foram criadas com uma grande carga de idealismo, orbitando em torno de sonhos ou visões de mundo, e perdurando por extensos períodos de tempo. Talvez alguns dos exemplos mais célebres sejam a Disney e a Apple, de Steve Jobs.

Mais que um negócio, mas ainda um negócio

Para Walt Disney, Steve Jobs, suas empresas eram mais que um negócio; eram projetos que vinham com uma visão de um mundo melhor, alterado pelos empreendimentos que se dedicaram a criar com afinco.

Ainda assim, elas eram empreendimentos como qualquer outro. Ou seja, não deixavam de ser negócios.

No Brasil, um bom exemplo disso são os “mandamentos” da TAM. O primeiro dos sete afirma que “nada substitui o lucro”.

Percebe-se com clareza que o Comandante Rolim, fundador da companhia, embora à frente de um negócio que representava um sonho e tinha o potencial de tocar a vida de uma parcela da população, não se descuidava do objetivo último de seu empreendimento: a geração de lucro.

Muitos jovens empreendedores têm ideias brilhantes e apaixonadas, mas falham ao tentar viabilizar seu plano como um negócio capaz de dar retorno. Por outro lado, não raro vemos pessoas com planos de negócios espetaculares, de grande viabilidade financeira, mas desprovidos de um sonho que seja capaz de mobilizar as pessoas que estarão envolvidas.

Se você tem uma grande ideia e pensa em empreender, não deixe de conciliar seu plano de negócios com seus sonhos, e deixe sua visão de um mundo melhor provocar muitas das mudanças.

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