COMO O CÉREBRO APRENDE?

O que há por trás das emoções? Por que cada um de nós aprende a partir de diferentes estímulos? Como funciona a nossa memória?

Durante todo o curso Aprender e reaprender falamos sobre o cérebro e o aprendizado e também compartilhamos um mapa ilustrativo justamente para mostrar o funcionamento do cérebro. 

Mas, por enquanto, vamos nos ater a explicar um pouco sobre a ciência dedicada aos estudos do sistema nervoso, visando desvendar seu funcionamento, estrutura, desenvolvimento e eventuais alterações que sofra. 

O objeto de estudo da Neurociência, é, portanto, bastante complexo, sendo constituído por três elementos: o cérebro, a medula espinhal e os nervos periféricos. Ele é responsável por coordenar todas as atividades do nosso corpo, e é de extrema importância para o seu funcionamento como um todo, tanto nas atividades voluntárias, quanto nas involuntárias.

Em seu artigo para o Instituto Brasileiro de Coaching, o presidente da instituição, Master Coach Senior e Trainer certificado por renomadas instituições internacionais como  European Coaching Association (ECA) e Behavioral Coaching Institute (BCI), José Roberto Marques, explicou que os estudos da neurociência estão divididos em campos específicos que exploram as áreas do sistema nervoso. São elas:

  • Neurofisiologia: investiga as tarefas que cabem às diversas áreas do sistema nervoso.
  • Neuroanatomia: dedica-se a compreender a estrutura do sistema nervoso, dividindo o cérebro, a coluna vertebral e os nervos periféricos externos em partes, para nomeá-las e compreender as suas funções.
  • Neuropsicologia: é a parte que estuda a interação entre as ações dos nervos e as funções ligadas à área psíquica.
  • Neurociência comportamental: ligada à psicologia comportamental, é a área que estuda o contato do organismo e os seus fatores internos, como os pensamentos e as emoções, ao comportamento visível, como a forma de falar, de se postar, os gestos usados por uma pessoa e tantas outras características.
  • Neurociência cognitiva: este campo foca na capacidade cognitiva, ou seja, no conhecimento do indivíduo, como o raciocínio, a memória e o aprendizado; estudo voltado à capacidade cognitiva, em que estão inclusos comportamentos ainda mais complexos, como memória e aprendizado.

Como conteúdo complementar, para este curso, vamos nos ater a compreender as emoções, raciocínio, memória e capacidade cognitiva interferem no nosso processo de aprendizagem.

Confira algumas áreas em que a Neurociência pode auxiliar no aprendizado, de acordo com José Roberto Marques:

EMOÇÕES

A inteligência humana está intimamente ligada à emoção, ou seja, o aspecto emocional interfere na nossa cognição: quanto mais emoção estiver envolvida no contexto de um evento, por exemplo, mais a pessoa se lembrará dele e isso afeta na obtenção de conhecimento (de forma positiva ou negativa).

Nesse sentido, a emoção da pessoa precisa ser instigada (quando ela for positiva) ou desestimulada (quando ela for negativa), para que o desenvolvimento intelectual não seja prejudicado.

MOTIVAÇÃO

A motivação é o que fomenta o aprendizado. Quando a pessoa se depara com uma interferência positiva, isso mobiliza sua atenção, gerando a motivação. Da mesma forma, se o indivíduo encontra uma tarefa muito difícil, sua mente se frustra e ele acaba desmotivado, e isso interfere na sua aprendizagem.

A pessoa deve então, no decorrer do desenvolvimento intelectual, não apenas entrar em contato com inúmeros conteúdos, como também, realizar atividades que despertem a sua curiosidade, proponham desafios e a motivem.

ATENÇÃO

A atenção é fundamental para que o conhecimento seja adquirido, pois, o sistema nervoso só absorve a informação quando a pessoa está atenta ao conteúdo. O indivíduo presta atenção em alguma coisa quando o conteúdo é compreendido, ou seja, quando tem significado.

Nesse sentido, a falta de atenção, muitas vezes, não ocorre por indisciplina, mas sim, por falta de estímulo para que haja a devida interação entre o conhecimento que está sendo partilhado e o indivíduo.

SOCIALIZAÇÃO

As experiências sociais do ser humano e o ambiente ao qual ele está inserido, formam a sua cognição, ou seja, o cérebro se modifica e se desenvolve durante a vida. Por meio da socialização, é possível que a pessoa consiga aprimorar a sua linguagem verbal e não verbal, interaja com outras pessoas, reconheça e expresse emoções, exerça suas potencialidades e empatia.

MEMÓRIA

A memória se dá por meio de repetições, quando a pessoa decora uma informação e de associações, quando existem vínculos e relações com o conteúdo. Nesse sentido, o ato de aprender não ocorre apenas quando se grava informações, mas também quando o conteúdo afeta a pessoa. Com isso, o indivíduo deve identificar pontos de ancoragem para que o conteúdo aprendido tenha sentido e fique na sua memória.

todo conteúdo desse post foi retirado do curso Aprender e Reaprender :Práticas e ferramentas para aprender mais e melhor

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