ESCUTA E LUGAR DE FALA

A INCLUSÃO PASSA PELA CONSCIÊNCIA DAS DIFERENÇAS SOCIAIS E POR UMA ESCUTA ATIVA, SEM JULGAMENTOS.

Se quiser assistir na íntegra, deixamos o link aqui pra você: https://www.youtube.com/watch?v=tfC4ee5PW-U

Este trecho é parte do diálogo entre Miranda Bailey e Ben Warren com o filho William, todos personagens negros da série norte-americana Grey´s Anatomy. Os pais, cirurgiões respeitados em um dos principais hospitais de Seattle, estão orientando o adolescente William a proceder diante de uma abordagem policial.

Muito lamentavelmente diálogos como este estão presentes com mais frequência entre a comunidade negra, pois, o preconceito da marginalização recai sobre os negros. No entanto, isso não quer dizer que familiares de outras etnias não orientem seus filhos sobre como proceder em situações como essa.

Por isso, a fala “Não posso falar sobre determinado assunto, porque não tenho a vivência sobre a situação. Então, não tenho lugar de fala” precisa ser corrigida. 

Lugar de fala é diferente de representatividade

“Você não precisa ser negro pra falar contra o racismo. Você pode e deve se responsabilizar por isso. Mas, é importante estar consciente de que o branco fala a partir de outra perspectiva social, que é diferente do negro.”

Djamila Ribeiro

Para entender o debate acerca da expressão, é necessário compreender e reconhecer as camadas sociais, tão distintas e delimitadas em nossa sociedade. No Brasil, mulheres negras são a maioria dentre a população apartada do sistema educacional. São a maioria também entre as vítimas de violência doméstica e obstétrica. Dentre as experiências compartilhadas pelos homens negros estão a maior taxa de letalidade e encarceiramento. Enquanto isso, qual é o lugar social da maioria dos homens brancos? São eles que ocupam os cargos de gestão, recebem os maiores salários, são maioria na política institucional, etc.

Entender que, enquanto negros compartilham experiências marcadas pela opressão, brancos compartilham experiências privilegiadas, é fundamental para entrar no debate de lugar de fala.

E também não é MIMIMI

Durante o curso Comunicação Inclusiva, citamos diversos temas importantes quando falamos de inclusão e diversidade e gostaríamos de retomar um ponto super importante aqui para vocês. Vamos retomar a explicação da Sabrina sobre tipos de escuta.

Escuta interpessoalquando a pessoa começa a falar e você não presta a devida atenção e aquela fala te remete a visões estereotipadas, preconceitos e julgamentos. O desafio aqui é afastar esses limitadores.

Escuta intrapessoal – quando você consegue se manter focado no momento presente e permanece receptivo, atento ao que está sendo dito.

Escuta sistêmica – é a escuta do que não é dito. É perceber o que o ambiente pode trazer como compreensão para você, além das palavras.

No curso trazemos um vídeo como a técnica RASA, formulada pelo expert em comunicação Julian Treasure, pode ajudar a aprimorar seus níveis de escuta. Vamos retomar?

E agora você se sente preparado para ter uma escuta mais inclusiva? Todo conteúdo desse post foi retirado do material do curso online “Comunicação Inclusiva: Aprenda a usar a sua comunicação como ferramenta de inclusão

Comentar