Como a tecnologia revoluciona o mercado financeiro e a educação

Novos projetos surgem a cada dia nos mais diversos segmentos de startups do país. Se você está antenado ou tem interesse pelo tema, já deve ter se deparado com o termo fintech e edutech. Hoje vamos conversar um pouco sobre a evolução desses modelos de negócio.

No caso das fintechs, a palavra deriva de duas outras: financial (financeiro) e technology (tecnologia). Assim como o nome sugere, as fintechs são negócios que desenvolvem soluções tecnológicas para o mercado financeiro. Para continuarmos conceituando o termo e falarmos da papel das fintechs na revolução do mercado, pense no Nubank. Pense em como a startup revolucionou os serviços de cartão de crédito, tornando-os muito mais baratos, eficientes e transparentes.

Além de fornecerem serviços mais acessíveis, as fintechs também têm como característica comum o aproveitamento inteligente de recursos tecnológicos disponíveis. Assim como o Nubank, a maioria das fintechs traz alguma solução disruptiva para um problema recorrente, que aparentemente não tinha como ser consertado, utilizando basicamente recursos que já existiam, mas de maneira eficaz.

Vários nomes surgem com a evolução do mercado das fintechs no país – Banco Original, Conta Azul e Catarse são alguns deles, cada um atuando de formas diferentes. Já são mais de 250 empresas só no Brasil, e a tendência é que esse tipo de solução se torne ainda mais presente, mudando completamente o mercado financeiro tradicional ao qual estamos acostumados.

Se antes era difícil conseguir um empréstimo com os bancos padrões do país, seja lá para o que for, a tarefa se torna mais simples quando empresas como a Creditas entram na jogada. A missão da Creditas, como os próprios definem, é diminuir os juros e criar um negócio de impacto na vida das pessoas. E é nisso que eles têm trabalhado nos últimos cinco anos.

Outra característica das empresas do ramo é a diminuição da burocracia, que se dá justamente pela sua essência tecnológica. Quando levamos os serviços para o mundo digital, muito papel e muito tempo se economizam. Fica mais fácil fechar um contrato, um empréstimo ou abrir sua conta num banco.

Percebendo as movimentações das startups do mercado financeiro, as empresas tradicionais tentam acompanhar o avanço tecnológico para não ficar tão para trás. Hoje todo banco tem o seu próprio aplicativo, sendo possível simular e conseguir empréstimos, abrir contas diretamente do celular e outros serviços para poupar o seu tempo (como recarga de celular e, no caso de São Paulo, recarga do Bilhete Único de transporte). Assim o cliente ganha das duas formas, seja optando pelas fintechs – com suas soluções inovadoras – ou escolhendo ficar em seu antigo banco – que agora tem cuidado para se manter sempre atualizado da forma que pode, mesmo que ainda apresente soluções com falhas e pouco atrativas.

Seguindo a lógica das fintechs, um termo menos disseminado que segue a mesma lógica é o das edutechseducational (educacional) + technology (tecnologia).

A intenção das edutechs é a de revolucionar a educação também por meio da tecnologia. Somos um exemplo disso: trouxemos aprendizados sobre negócios, tecnologia e criatividade para o ambiente online, para que mais pessoas possam aprender em qualquer lugar que estejam, assistindo aos vídeos quantas vezes quiser, até entender bem os conceitos.

Para as startups que utilizam a tecnologia para disseminar educação, existe a preocupação em tornar o seu serviço o mais acessível. Quanto mais pessoas puderem utilizar os serviços disponibilizados pela empresa, mais próxima ela fica de atingir o seu objetivo como edutech.

Tanto as fintechs quanto as edutechs, além da característica tecnológica, têm como semelhança o foco na satisfação do consumidor e na resolução de seus problemas. Quantas pessoas que antes não conseguiam empréstimos e financiamentos hoje podem fazê-los através de soluções alternativas? Quantos são aqueles que deixaram de fazer um curso por ele ser presencial em uma cidade ou um país distante? A intenção desses modelos de negócio é justamente tornar acessíveis os serviços oferecidos, facilitando o dia a dia dos cidadãos e colocando o poder em suas mãos, para que ele decida sempre a melhor forma de utilizar um serviço.

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